Sue Parole / Palavras dele

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padreruggero@gmail.com

padre Ruggero ha scritto e pronunciato durante l'omelia 

al funerale del suo papá:

padre Ruggero escriveu e pronunciou na omelia

da missa com o corpo presente do seu pai: 

 

... A vida recebida e ofertada é como o pão abençoado, do qual Jesus multipilca e oferece para vida de muitos, porque aprendemos a partilha-o ...

 

... La vita ricevuta e offerta é come il pane benedetto, che Gesú moltiplica e offre per la vita di molti, perché impariamo a condividerlo ...

 

(Padre Ruggero Ruvoletto 24.11.2007)

 

2008-2009

 

Não é fácil de achar as palavas, que possam traduzir a vida, uma história e itinerário de vida. Experiência de espiritualidade, de minha própria espiritualidade é o cháo que to pisando, é continuidade que não consigo interromper e interpretar/julgar/contar corretamente. É o sentido, o rumo, o respiro de minha vida. É o contendo e originalidade de uma experiência, na final protagonista è Deus com seu Espirito, que fez-se carne e humanidade na minha simples e pobre pessoa e humanidade.

Falar de caminho, experiência de espiritualidade para mim é honrar e lourar a Deus, que sempre fez e continua fazendo o primeiro passo até mim/nós e amando nos, escolhendo nos, nos transforma e faz criaturas capazes de responder, amar e nos empenhar pois Ele permanece qual seira, raiz força para uma resposta, para uma decisão e opção fundamental.

No entanto, tenho que falar e achar uns sinais, momentos, eventos, exemplos e companheiros que, em conjunto, constituem e revelam uma trajetória, uma parábola de Deus na/através minha vida.

Sinto-me amado, escolhido e chamado pelo nome desde os primiero passos da infância, com “o leite da mãe” Inês. Pois meus pais e familia deram-me os ensinamentos e exemplos básicos. Com eles aprendi a rezar, a buscar o rosto de Deus Pai e Mãe. Espiritualidade autentica tem o sabor do pão e da terra, onde os seres humanos trabalham e suam.

Por isso um primeiro traço é o de uma espiritualidade do dia-a-dia, do trabalho fiel e concreto, dos sentimentos e laços que constroem a família de origem. Na minha casa se rezava, agradecia-se todos os dons de Deus e os filhos não foram empurrados para a igreja, a ação católica (movimento de leigas/os) e atividades comunitárias mas sim conduzidos pela mão, sustentados, motivados.

Entrei no seminario. Acho que nao houve ? algum, porque meus pais e terra onde nascei continuaram sendo ponto referencial, lugar de diálogo e avaliação. Não no sentido teórico ou duma “saudade” que podia amarrar a gente à cozinha de casa, mas porque os meus pais e irmãs ficaram ao meu lado ao longo de minha adolescencia e juventude.

Na minha história espiritual nasceu e cresceu dentro de mim o desejo de ser padre. Claro, no ánimo e sensibilidade de um adolescente não são tomadas decisões definitivos ou sem revisão-reinterpretação da idade matura, mas a voz, o chamado, a atração e entusiasmo trabalham e amadurecem a partir de todos os passos de vida pessoal.

O fato que não esqueço minha primeira comunhão, que ser coroinha foi sempre uma emoçáo, que “briguei” e enfrentei sem medo minha professora que não queria que a gente entrasse no seminário, graças à ajuda de meus pais, tudo isso fal de uma partida, duma sementinha que tinha valor e força e achou bastante apoio e cuidado. Tambén os sacrifícios dos primeiros anos de seminário não foram pesados e não me fizeram recuar. Sentia-me amado e carregado no colo de Deus, a quem conhecemos e “chegamos” forças a pessoa de Jesus.

Os anos de Seminário: de 11 até 25 anos.

Foram anos de luz, de alegria, de estudo, de vida comunitária, de educadores e momentos de espiritualidade que marcaram minha vida. Concretamente quero lembrar uns elementos:

> a oração “rezada” comunitária, com confidência com a Palavra de Deus, os Sacramentos e direção espiritual

> a experiencia de Escotismo, o contato com a natureza. Sempre procurei e gozei da presença de Deus nas montanas, no mar, nas ruas e trilhos, no serviço aos mais necesitados e pobres

> as disciplinas teológicas me entusiásmaram. Não sempre entendi o sentido/valor  de uma ou outra, (talvez depois!), mas não houve separação entre vida e estudo, entre os livros/textos e itinerário pessoal e existencial

> a vida de seminario desenvolveu-se junto de umas atividades comunitárias que me ajudaram a aprender a partilha e vivência: catequese, educação, liturgia festiva, contatos com o “mundo e realidade” fora do Seminário

> fiquei feliz que depois dos meus 20 anos pude trabalhar (no verão, de julho a setembro) e ajudar minha família pelos meus estudos. Isso me colocou em contato com o mundo do trabalho, cabeças diferentes, desafios e zombarias que me mantiveram na humildade e significado “parcial” de minha escolha: a maioria do povo de Deus não è de padres!

A Igreja católica não sempre entrou e lidou bem no mundo do trabalho e das professões. Foi importante não entrar no contato cotidiano e com os colegas com atitude de defensa, de autosuficiência, ou complexo de inferioridade.

Sempre fui feliz de ser cristão e de pertencer a Igreja/Comunidade, com luzes e sombras, dons e limites de toda instituição.

Como o meu trajeto e caminho spiritual foi marcado pelas pessoas e lugares que fiera parte de minha infancia e juventude (familia, seminario, comunidades cristas por onde passei…) assim tamben posso dizer que nos anos de meu ministerio de padre respirei um clima eclesial, diocesano, de pastorais e a servico da animacao de tres “contestos” humanos e espirituais_ os jovens, o mundo do trabalho, grupos e profeto missionarios.

Nao comento a respeito desses lugares de vida e de evangelizacao olhando mais uma vez “para fora de meu mundo interior” (espiritual), mais pelo contrario reafirmando que o stracos e referenciais e etapas no amadurecimento de vida spiritual tem o rosto e o nome/identitade das realidades e pessoas com as quais lidei, trabalhei e as quais me dediqui com alegria.

A espiritualidade de um padre diocesano è uma so coisa com sua partenca e servico na diocese, no presbiterio, nas pastorais comunitarias e no dialogo e abretura para as lugares educativos e de propria vida dos irmaos dentro e fora da Igreja Catolica.

 

16/09/09

 

Ho molta nostalgia di voi, ma in realtà siete presenti nella mia vita quotidiana, con la mia gente, la comunità, i molti bambini, le coppie e le persone che pullulano questa terra, periferia, città lontana anche dal Brasile. Perché siamo nel nord-ovest, con un vai e vieni di peruviani, colombiani, boliviani, venezuelani, e molti dell’interno dell’Amazzonia, indigeni e discendenti dei lavoratori della gomma e ribeirinhos (gruppi umani che vivono lungo i grandi fiumi).

E tutti cercano lavoro, casa, servizi che in America latina sono preziosi, rari. Il futuro è a caro prezzo, guadagnato col sangue e staccandosi da tutto, perdendo spesso radici, storia personale e familiare, e nella morsa che è di ogni politica, cultura, religione e quartiere, la difficile accoglienza dell’altro, del diverso, di chi è in necessità e chiede di entrare in questa barca e treno già in movimento. Entrandovi, ci si può ferire, provocare domande e reazioni in chi ci sta dentro già da tempo, a volte non da molto tempo.